Tríade
Geovane Ferreira
1/22/20261 min read


Pensando a tríade necessidade, instinto e desejo, invadem-me ideias que surgem como pontos de conexão. Uma vez vencida a necessidade de manter-se vivo com aquilo que a natureza oferece, como água, comida, calor e ar, os instintos encontram condições para exercer sua função de garantir a perpetuação da espécie. Esse processo, porém, precisa contar com emoções despertadas pelos sentidos, como medo, raiva e prazer, o que garante um encontro seguro e, assim, completa a condição animal.
Todo esse processo acaba apresentando à espécie humana o raciocínio, ou pensamento lógico. Conhecemos, então, o homo sapiens, que transforma a natureza de maneira a prolongar sua vida, garantindo a satisfação de suas necessidades e instintos com menos esforço e maior eficiência, por meio de um emprego mais amplo da inteligência.
Nesse ponto, começamos a reconhecer algo que talvez estivesse, desde o início, perpassando a necessidade, o instinto, o raciocínio e a inteligência: o desejo, que aponta outro destino para o homo sapiens, o ser desejante.
Vislumbramos, mas não deciframos o desejo. Talvez por isso seja impossível desvencilhar-se dele, restando ao indivíduo reconhecer-se subjugado a ele para se dizer Sujeito, última forma de Ser.
Geovane Ferreira
Psicólogo
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